Salmos e Ensinamento


- Salmos -

Eu vim ao mundo
Para perdoar os pecados e transgressões
Que os seres humanos acumularam
Em toda sua história.

Este mundo de pecados em que hoje vivemos perecerá logo.
O que poderá mantê-lo vivo?
Eu lhes digo, meus fiéis:
Ele só pode ser salvo através do poder do Messias!

Não mereço sequer ser somado à lista de Seus servidores.
Mas suplico, ó Deus, por Sua misericórdia:
Inclua-me em Sua obra, mesmo que o Senhor me dê um papel insignificante,
Fico feliz simplesmente por poder participar de Sua obra!


- Ensinamento -

“O nascimento da nossa religião”

Primeiramente, vamos pensar sobre o porquê da nossa religião existir. Porém, precisamos, para isso, entender alguns pontos. Quando consideramos a cultura moderna construída pela humanidade ao longo dos últimos séculos, ela parece tão avançada e desenvolvida, pelo menos em sua forma externa, que seu aparente esplendor chega a nos ofuscar. Obviamente, as pessoas do mundo de hoje encaram esse brilho com profunda admiração. Elas estão completamente imersas nas maravilhas da cultura moderna. No entanto, sabem o que é muito curioso? Quando a observamos detalhadamente, descobrimos que ela não é o que parece ser. Na realidade, eu afirmo que ela é o oposto do que aparenta ser. O que quero dizer com isso é que não houve progresso nenhum em relação à espiritualidade do ser humano. Às vezes sinto que a mente das pessoas da antiguidade era superior à das pessoas da atualidade. Se avaliarmos a mente dos seres humanos de hoje, fico sem graça em dizer isso, mas tenho a impressão de que há mais maldade do que bondade. [...]
Assim, o que a humanidade mais deseja é a felicidade. Ela tentou alcançá-la por todos os meios possíveis, usando a inteligência ao máximo. Esse desejo de obter a felicidade tornou-se um sonho utópico, um anseio por um mundo ideal. Para alcançar esse objetivo, a humanidade primeiramente usou a religião. Porém, como a esperança de se estabelecer um mundo ideal através da religião tornou-se cada vez menor, a humanidade procurou outras opções. Como se sabe, estas foram a educação, a moral e a filosofia que emergiram em lugares como a China e a Europa desde a época medieval. [...] Em meio a esse desenvolvimento, a ciência material tornou-se proeminente no século XVII no Ocidente, proporcionando uma grande mudança em todos os aspectos da vida humana. Acima de tudo, o avanço da civilização mecanizada logo resultou no surgimento da Revolução Industrial e, infelizmente, o mundo inteiro sucumbiu ao poder e ao encanto da ciência. A humanidade passou a acreditar que já não havia mais a necessidade de coisas como religião e moral, pois estes eram vistos como meios indiretos e demorados de se alcançar a felicidade. Pensou que ela precisava de uma cultura científica empírica, algo visível, tangível e real. Acreditou que esta era a melhor forma para aumentar a felicidade humana e criar um mundo ideal. Não posso culpar a humanidade por isso. [...]
O que podemos concluir então? Eu afirmo que hoje nos encontramos no meio de uma grande transição de escala global - uma crença à qual sempre fomos fiéis. Neste exato momento, vivemos numa época em que uma nova cultura está substituindo a velha cultura. Em toda a sua história, teria a humanidade passado por este tipo de experiência extraordinária? Não. Este é um momento realmente inédito. E, o que seria essa “nova cultu- ra” que irá substituir a velha cultura? Devo dizer que, através da inteligência humana, é absolutamente impossível ter-se alguma ideia, mesmo que vaga, sobre a nova cultura. Mas o que seria ela exatamente? Quem estaria encarregado da tarefa de criar essa nova cultura? Ao considerar essas questões, precisamos, de uma vez por todas e independentemente de acreditarmos nisso ou não, reconhecer a existência da entidade conhecida por nós como “Deus”.
Desta forma, explicarei agora o que é Deus. Ao contrário do que muitos possam pensar, isso não é simples. No xintoísmo, fala-se que existem oito milhões de deuses. E isso é realmente verdade. Cada deus pertence a uma das três classes distintas - superior, intermediária e inferior - e é encarregado de uma missão dentre as várias possíveis. Até hoje, só conhecíamos o Deus do monoteísmo cristão e os deuses do politeísmo xintoísta. No entanto, essas explicações são tendenciosas. A verdade é a seguinte: o verdadeiro e único Deus cria vários deuses e a eles outorga o Seu próprio espírito, de forma que há um Deus e muitos deuses ao mesmo tempo. [...]
Deve ser ressaltado aqui que, quando uma teoria está um pouco à frente da época em que é proposta, ela é louvada e admirada pelos intelectuais. Isso acontece porque uma teoria desse nível é muito facilmente aceita por aqueles que foram educados dentro da cultura vigente. Muitos dos premiados com o Prêmio Nobel pertencem a essa categoria. Entretanto, se, por alguma razão, uma teoria completamente avançada e distante do padrão de sua época é proposta, é totalmente impossível para as pessoas a compreenderem e, portanto, elas a veem como uma heresia, atacam-na e tentam eliminá-la. Vejam o que aconteceu com precursores como Jesus Cristo, Sócrates, Copérnico, Galileu e Lutero na Europa. O grau de sofrimento pelo qual passaram, comprova o que digo. Entretanto, peço a todos que considerem minha teoria. Eu afirmo que ela é muito mais avançada em relação à época atual do que foram as teorias dos precursores que acabei de mencionar, estando pelo menos um ou dois séculos à frente do presente. Aqueles que ouvem a respeito da minha teoria pela primeira vez, ou os que estão completamente imersos na cultura vigente e satisfeitos com ela, ficam chocados. Nem sequer consideram a minha teoria e rapidamente a rechaçam como uma ideia absurda. Porém, considerem o seguinte: se minha teoria é simplesmente absurda ou bizarra, como poderia nossa atividade avançar cada vez mais, continuamente, de forma inabalável, apesar de sofrer calúnias, condenação e ataques, além da opressão por parte das autoridades? Tem que haver algo correto em nossa crença, caso contrário, isso não faria sentido, não é mesmo? Já perdi a conta de quantas vezes sobrevivi a provações difíceis e escapei por pouco das garras de nossos inimigos. Apesar de tudo isso, nosso projeto de construção de um paraíso está avançando mais do que podíamos imaginar. Temos que admitir que isso é simplesmente inexplicável pelo raciocínio humano. [...] Assim, o requisito básico que propomos para que o indivíduo tome parte na “construção de um paraíso terrestre” - o lema da nossa religião - é que ele se eleve e obtenha o direito de se tornar um residente do paraíso. Se o número de tais indivíduos aumentar, um dia, um mundo paradisíaco se materializará na Terra, pois o mundo é feito de indivíduos.

Rápida compreensão sobre a Igreja Mundial do Messias, 20 de novembro de 1950
(trechos selecionados para leitura no culto)